Nota Técnica desmistifica vegetarianismo na infância e reforça segurança com planejamento adequado
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Nota Técnica desmistifica vegetarianismo na infância e reforça segurança com planejamento adequado

27 de Fevereiro de 2026

Nota Técnica desmistifica vegetarianismo na infância e reforça segurança com planejamento adequado

Uma nova nota técnica assinada por especialistas em nutrição e nutrologia pediátrica reafirma que o vegetarianismo na infância é seguro, saudável e plenamente capaz de promover o crescimento e desenvolvimento adequados. O documento, elaborado pela nutricionista Dra. Ana Paula Ceregatti e pelo médico Dr. Eric Slywitch, baseia-se em diretrizes do Ministério da Saúde, do Conselho Federal de Nutrição e de diversas entidades internacionais, como a Academia de Nutrição e Dietética Americana. 

 

De acordo com os autores, a literatura cientifica demonstra que crianças vegetarianas e veganas que recebem uma dieta bem planejada e suplementação adequada de minerais e vitaminas, como a B12, apresentam desenvolvimento comparável ao de crianças onívoras, com destaque inclusive para excelentes resultados em testes de quociente de inteligência. O risco não é a dieta, mas a falta de planejamento  

 

A nota técnica esclarece que casos de desnutrição ocasionalmente associados ao vegetarianismo na mídia decorrem, na verdade, de erros alimentares graves ou dietas restritivas não recomendadas, como a macrobiótica, e não da exclusão de carnes ou derivados. "A intervenção nutricional é capaz de trazer plena segurança à adoção do vegetarianismo", afirmam os especialistas. 

 

Diretrizes fundamentais  

 

O documento elenca cuidados cruciais para pais e profissionais de saúde, incluindo: 

 

  • Manutenção do aleitamento materno: O leite materno deve ser exclusivo até os 6 meses e continuado até os 2 anos ou mais. É terminantemente proibido substituir o leite materno por "leites" vegetais caseiros em bebês. 

  • Atenção à Vitamina B12: A suplementação é essencial e deve ser iniciada junto com a introdução alimentar para evitar danos neurológicos. 

  • Densidade Energética: Para compensar a pequena capacidade gástrica da criança, a dieta deve priorizar cereais e leguminosas em vez de grandes volumes de verduras. 

  • Suplementação de Ferro: O documento destaca que a carne sozinha não supre as necessidades de ferro de crianças (onívoras ou vegetarianas), sendo a suplementação recomendada para ambos os grupos. 

 

A nota técnica conclui que o acompanhamento por nutricionistas ou pediatras é o caminho para garantir que a transição ou manutenção do estilo de vida vegetariano ocorra com total segurança nutricional. 

 

ACESSE https://www.crn3.org.br/arquivos/nota-tecnica-vegetarianismo-na-pediatriapdf.pdf


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