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Diabetes e a importância do nutricionista
img 14 nov/2021

Diabetes e a importância do nutricionista

Estima-se que mais de 537 milhões de pessoas entre 20 e 79 anos de idade têm diabetes no mundo, de acordo com a décima edição do Atlas do Diabetes, divulgado pela Federação Internacional de Diabetes (IDF, na sigla em inglês). No Brasil, até 2019, a doença atingia 16,8 milhões. Desse total, cerca de 90% têm o diabetes tipo 2, e somos o quarto país do mundo com maior diagnóstico de diabetes tipo 1.

A enfermidade se caracteriza pela deficiência de produção e/ou de ação da insulina, e existem dois tipos de diabetes. O tipo 1 é resultante da destruição autoimune das células produtoras de insulina e o diagnóstico acontece durante a infância e a adolescência, mas pode também ocorrer em outras faixas etárias. Já no tipo 2, o pâncreas produz insulina, porém há incapacidade de absorção das células musculares e adiposas. Esse tipo de diabetes é mais comum em pessoas com mais de 40 anos, acima do peso, sedentárias, sem hábitos saudáveis de alimentação, contudo também pode ocorrer em jovens.

Indispensável

Para ambos tipos de diabetes, os pacientes devem manter uma alimentação saudável, rica em alimentos naturais, e evitar alimentos processados ou ultraprocessados. 

Para os pacientes com diabetes tipo 1, o nutricionista pode ajudar na estratégia da contagem de carboidratos, por exemplo, que está relacionada a dose de insulina utilizada nas refeições. A nutricionista Silvia Ramos, conselheira do CRN-3, explica que o nutricionista deve se atentar aos sintomas de hipo e hiperglicemia, verificar se o paciente faz a monitorização da glicemia, para que se alimente de forma adequada.

Em desuso

No dia a dia, é fundamental substituir o termo “paciente diabético” por “pessoa com diabetes”.  

A nutricionista diz ainda que os chamados “comportamentos do autocuidado” devem ser trabalhados com os pacientes. “Um dos principais comportamentos é saber lidar com as dificuldades em situação de hipoglicemia, onde o açúcar do sangue cai bastante, ou numa hiperglicemia, com a elevação de glicose. E também manter a prática de atividades físicas, nutrir uma alimentação correta e ter uma saúde mental equilibrada”, explica Silva. 

Outra questão importante abordada pela profissional é respeitar as características de cada paciente. “Cada pessoa possui características únicas, tanto pessoais quanto da diabetes, por isso o nutricionista deve tratar de forma individualizada com o objetivo de colocar o paciente no centro do cuidado, trabalhando na prevenção das complicações da doença”, complementa.

Pessoas com doenças cardiovasculares, dos nervos periféricos e com amputações devem ser sempre abordados com atenção redobrada, uma vez que podem ser complicações da diabetes.  Além disso, o envolvimento da família na alimentação e nos cuidados também devem ser levados em conta. “As famílias se envolvem mais quando se trata de crianças com diabetes, porém, este envolvimento faz diferença no apoio de todos os pacientes”, enfatiza Silvia.

Para finalizar, Silvia explica que todo nutricionista pode atender pessoas com diabetes. “Entretanto, como a doença se tornou tão prevalente há a necessidade de profissionais mais especializados. O nutricionista pode buscar cursos de extensão, ler artigos científicos, buscar as diretrizes de diabetes, conhecer os materiais da Sociedade Brasileira de Diabetes e Federação Internacional de Diabetes”, conclui.