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Disponibilização de EPI e Materiais de Segurança para o Nutricionista em tempos de COVID-19
img 25 mai/2020

Disponibilização de EPI e Materiais de Segurança para o Nutricionista em tempos de COVID-19

Disponibilização de EPI e Materiais de Segurança para o Nutricionista em tempos de COVID-19

O Projeto COm VIDa da Fiscalização do CRN-3 teve início no dia 4 de maio.  Na primeira semana de realização, os Nutricionistas Fiscais aplicaram 291 (duzentos e noventa e um) questionários, sendo 63 com Nutricionistas em Alimentação Escolar Privada; 64 em alimentação Escolar Pública; 69 em hospitais e 95 em ILPI (Instituição de Longa Permanência para Idosos).

Ainda na primeira semana, foi destacado a seguinte pergunta, constante no questionário para divulgação: “Estão sendo disponibilizados os EPI e materiais de segurança mínimos necessários para utilização pelo Nutricionista/Equipe de Nutrição?

Foi constatado que nas Escolas Privadas, cerca de 95% paralisaram/suspenderam as suas atividades, porém as instituições que permaneceram com atividades, em relação aos EPI, 21% disponibilizaram os materiais de segurança e para 79%, a pergunta não se aplicava, uma vez que não estavam funcionando. Os EPI/materiais de segurança disponibilizados nas escolas privadas, em ordem decrescente, foram Álcool em gel, máscaras e luvas.

Em relação as Escolas Públicas, a pesquisa constatou que 67% paralisaram/suspenderam as suas atividades e 33% continuavam em funcionamento. Em relação aos EPI, 70% das instituições disponibilizaram os materiais de segurança para equipe de Nutrição, 17% não disponibilizaram e 13% não se aplica. Os EPI/materiais de segurança disponibilizados nas escolas públicas, em ordem decrescente, foram Álcool em gel, máscaras e luvas.

Nos Hospitais, foi identificado que 94% continuava em atividades, sendo que 100% disponibilizou a Equipe de Nutrição os EPI/materiais de segurança. Sendo eles, em ordem decrescente, máscaras, álcool em gel e luvas.

E por fim, nas Instituições de Longa Permanência para Idosos (ILPI), 88% continua em atividades, sendo que 98% disponibilizou à Equipe de Nutrição, os EPI/materiais de segurança, em ordem decrescente, máscaras, álcool em gel e luvas.

Conforme recomendado pelo Conselho Federal de Nutricionistas (CFN), o Nutricionista e o TND devem recursar-se a desempenhar suas funções em instituições que não forneçam (EPIs), visto o risco para os clientes/pacientes/usuários, para outros profissionais e para si, e deve denunciar este fato aos órgãos competentes e ao Conselho Regional de Nutricionistas (CRN) da sua jurisdição, nos termos do CECN. Art. 10. 

É direito do nutricionista recusar-se a exercer sua profissão em qualquer instituição onde as condições de trabalho não sejam adequadas, dignas e justas ou possam prejudicar indivíduos, coletividades ou a si próprio, comunicando oficialmente sua decisão aos responsáveis pela instituição e ao Conselho Regional de Nutricionistas de sua jurisdição e respectiva representação sindical. Art. 17. 

É dever do nutricionista primar pelo trabalho adequado, digno e justo, apontando falhas existentes nos regulamentos, processos, recursos e estruturas dos locais em que atue profissionalmente quando as considerar incompatíveis com o exercício profissional ou prejudiciais aos indivíduos e às coletividades, comunicando oficialmente aos responsáveis e, no caso de inércia destes, aos órgãos competentes e ao Conselho Regional de Nutricionistas da sua Jurisdição.

 

Por: Comissão de Fiscalização/CRN-3

Lúcia Helena Lista Bertonha/Gerente Técnica CRN-3