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Dia Mundial do Diabetes
img 13 nov/2020

Dia Mundial do Diabetes

O Dia Mundial do Diabetes, celebrado em 14 de novembro, foi criado em 1991 pela Federação Internacional de Diabetes (IDF) junto à Organização Mundial de Saúde (OMS). O objetivo é de conscientizar sobre os problemas associados à doença, que são: alta mortalidade por doenças cardiovasculares, acidente vascular cerebral, além de complicações renais, na  visão e  alteração da  sensibilidade nos membros, muitas vezes levando à  amputações.  

Em 2006 a Organização das Nações Unidas (ONU), por meio da Resolução nº 61/225, criou a  data de 14 de Novembro para  conscientizar todas as nações do mundo de que o diabetes é, de fato, uma doença epidêmica com impacto social e econômico grave, principalmente entre os países em desenvolvimento. A cor azul, que simboliza a data (Novembro Diabetes Azul), foi escolhida representando as cores da ONU, lembrando que o  diabetes está  presente  em  todo o mundo.  

Alguns objetivos das campanhas do Dia Mundial do Diabetes têm como foco alertar para o impacto do diabetes, estimular políticas públicas que favoreçam e possibilitem aos portadores da doença viver mais e melhor, além de promover o diagnóstico precoce e orientar sobre formas de tratamento adequado.

Em 2020 o IDF traz como tema a importância da enfermagem no cuidado e educação em diabetes. As ações que serão realizadas em todo o mundo podem ser conferidas no https://worlddiabetesday.org/.  No Brasil, a entidade responsável por organizar a campanha em nível nacional é a Sociedade Brasileira de Diabetes (SBD). www.diabetes.org.br 

Essas ações são uma resposta ao alarmante crescimento do diabetes. Segundo dados do Atlas IDF 2019,  a  incidência de  diabetes  tem aumentado  e, no  Brasil já são cerca de  17 milhões de  pessoas com o diagnóstico. 

Embora existam diferentes tipos de diabetes, o profissional de nutrição pode atuar tanto na prevenção de alguns tipos como no tratamento daqueles    com o diagnóstico.

Os tipos mais comuns de diabetes  são:

 

Diabetes tipo 1

O corpo não produz nada de insulina

Diabetes tipo 2

O corpo produz insulina, mas não consegue aproveitar bem, muitas vezes pelo excesso de peso 

Diabetes Gestacional

Inicia durante a gestação e está relacionada à mudança  hormonal  que ocorre  neste período

Diabetes tipo LADA 

Se assemelha ao diabetes tipo 1, entretanto  inicia no adulto  jovem  entre  20 e  30 anos e  aos poucos  há parada  da  produção de insulina

Diabetes tipo  Mody

É de origem genética e tem as mesmas características do tipo 1

 

Além disso, algo que tem preocupado muito é a condição de pré-diabetes, na qual já há alterações metabólicas importantes que devem ser tratadas.

A boa notícia é que cada vez mais se estuda sobre o assunto. Estudos recentes indicam especialmente a redução de peso (5%) para quem tem pré-diabetes ou diabetes tipo 2 como um fator  importante para o controle das  alterações metabólicas.  

Por meio da alimentação é possível trazer um dos componentes da educação em diabetes, também conhecida por meio dos sete comportamentos do auto cuidado.  Nesta orientação, elaborada pela Associação Americana de Cuidadores e Educadores em Diabetes (ADCES) um dos sete passos/comportamentos é “Alimentar-se saudavelmente”.  

No Brasil, nosso referencial para este comportamento é trazer as orientações do guia alimentar para a população brasileira.  A indicação, assim como as diretrizes para nutrição em diabetes orientam que a alimentação de toda a população, com ou sem diabetes, deve ser baseada em alimentos in natura (frutas, verduras, legumes e carnes) e produtos minimamente processados (arroz, feijão), limitando o consumo de alimentos processados (geleia, atum enlatado, queijo) e evitando alimentos ultraprocessados (sorvetes, barra de cereal, macarrão instantâneo).

Alimentos como legumes, folhas, frutas e cereais integrais que agregam grande quantidade de fibras devem ser consumidos diariamente, pois estão relacionadas ao melhor controle  do diabetes.  Aqui o desafio é estabelecer o tamanho da porção para que os benefícios sejam de fato percebidos.

O tratamento do diabetes depende de uma equipe multiprofissional especializada e, se possível, com educadores em diabetes credenciados pelos órgãos internacionais tornando o cuidado integrado. Neste contexto, o nutricionista como membro da equipe é parte fundamental. Isso porque para muitos dos pacientes, o diagnóstico se correlaciona negativamente com o prazer em comer. Nosso papel é apoiar, orientar e traduzir as informações em saúde e para a linguagem do paciente e facilitar as escolhas alimentares. Sendo imprescindível a presença do profissional em todos os níveis de atenção em saúde para pessoas com diabetes.

 

Por Silvia Ramos, 

Nutricionista  CRN-3 10908
Coordenadora do Depto. de  Nutrição da  Sociedade Brasileira de  Diabetes
Educadora em  Diabetes (ADJ/IDF/SACA)
Fundadora e docente do Insira Educacional

Conselheira  Efetiva do Conselho Regional de Nutricionistas 3ª  região (2020-2023)