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Dia Mundial da Alimentação: Ações Comunitárias
img 13 out/2020

Dia Mundial da Alimentação: Ações Comunitárias

 

O lema do Dia Mundial da Alimentação deste ano de 2020, em que a FAO completa 75 anos: "Cultivar, Alimentar, Preservar juntos" chama atenção para o fato de que nossas Ações são o nosso Futuro. Frente ao cenário revelado pelos dados da Pesquisa de Orçamentos Familiares 2017-18 (IBGE) de que 36,7% dos lares no país apresentavam algum grau de insegurança alimentar, cabe a pergunta: que ações estamos desenvolvendo para assegurar o direito humano à alimentação adequada às famílias brasileiras?

A nutricionista Vera Villela ressalta que, "no município de São Paulo, existem informações de que por todo o estado, os Conselhos de Segurança Alimentar e Nutricional que se mantiveram atuantes, apesar da extinção do CONSEA Nacional, e as organizações da sociedade civil têm tido um papel fundamental para que "comida de verdade" chegue às famílias paulistanas ao longo da pandemia de COVID-19".

O Conselho Municipal de Segurança Alimentar e Nutricional de São Paulo, instituiu o Comitê de Crise de Segurança Alimentar e Nutricional, como destaca a nutricionista Rita Pinheiro. "Surgiu como forma de resistência à crise imposta pela pandemia, e criou o Monitor de Ações e Vulnerabilidade da Cidade de São Paulo, MAV-SP, cujo objetivo é oportunizar os conselheiros a enxergar o que está acontecendo de emergências nos territórios, destacando os pontos e ocorrências onde a alimentação é precária na cidade e que já se instala a Insegurança Alimentar e Nutricional ,ISAN".

Rita também destaca outras ferramentas. “Foram criadas o mapa ( MAV-SP), com informações oficiais disposta em camadas sobre áreas de vulnerabilidade e estruturas disponíveis na cidade para ajudar no planejamento de ações, e também a Rede de Escuta Popular, que abre um canal de articulações para entidades, associações  e instituições que atuam de forma a mitigar a fome na cidade”.

Esses programas têm impacto positivo em frentes como a redução do desperdício e perda de alimentos, com a contribuição com as famílias em situação de Insegurança Alimentar e Nutricional e o incentivo à produção da agricultura familiar. Desta forma, fica evidente que é possível contribuir com o Direito Humano a Alimentação Adequada e garantir a Segurança Alimentar e Nutricional de todos.

"A alimentação adequada é direito fundamental do ser humano, inerente à dignidade da pessoa humana, devendo o poder público adotar as políticas e ações que se façam necessárias para promover e garantir a segurança alimentar e nutricional da população", finaliza Vera Villela, nutricionista.