Notícia

Alergias alimentares e o papel do Nutricionista
img 08 jul/2020

Alergias alimentares e o papel do Nutricionista

 

O Nutricionista tem papel fundamental no atendimento de pacientes com alergias alimentares. Logo no início do tratamento, é importante auxiliar o paciente e os familiares na adaptação da nova rotina e também aos cuidados com a alimentação dentro e fora de casa. Essa fase pode ser cercada de ansiedade, medo, estresse e sobrecarga. Portanto, é preciso ajudar a manter o equilíbrio entre a vigilância para prevenção de reações e a qualidade de vida.

É importante encorajar o convívio social com os cuidados adequados e também evitar restrições alimentares desnecessárias. Quando as famílias estão bem adaptadas, encaram tudo de forma mais leve e passam a ver os aspectos positivos, como por exemplo, ter uma alimentação com comida de verdade e menos ultraprocessados. Ter o apoio de uma equipe multidisciplinar especializada faz toda a diferença para essas famílias!

Alergia Alimentar na Infância

O número de bebês e crianças com alergia alimentar vem aumentando bastante nos últimos anos.

Os alimentos mais comumente relacionados à reações alérgicas na infância são leite, ovo, soja e trigo. Os relatos de alergias a frutas também têm sido cada vez mais frequentes.

As manifestações de alergia alimentar podem ser de 3 tipos:

1) Imediatas – com reações cutâneas, respiratórias e gastrointestinais, principalmente. Essas reações são mediadas pelo anticorpo IgE. Elas podem ser muito graves e precisam ser prontamente tratadas.

2) Tardias – são reações mediadas por células. Os sintomas gastrointestinais são os mais frequentes, como por exemplo sangue nas fezes, vômitos, diarreia, dor abdominal, refluxo gastroesofágico, entre outros sintomas.

3) Mistas – reações que podem ser tanto mediadas por células, como pelo anticorpo IgE. Destacando-se a Dermatite Atópica e a Esofagite Eosinofílica.

O tratamento da alergia alimentar é baseado na exclusão dietética do alimento causador do problema.

As restrições alimentares, quando mal conduzidas, podem expor a criança ao risco de ingestão acidental ou trazer prejuízos nutricionais, psicológicos e sociais para ela e até mesmo para sua família.

A ingestão de quantidades mínimas do alimento alergênico coloca a saúde e até mesmo a vida do alérgico em risco. Por isso, é fundamental que os nutricionistas estejam preparados para orientar a correta exclusão do alimento e adequada substituição.

É papel do nutricionista levar informações sobre alergia alimentar não apenas para os pacientes, mas também para manipuladores de alimentos e para a população em geral, para que todos possam ajudar a proteger a saúde do alérgico e promover a inclusão social, com respeito às necessidades alimentares de cada um.

Por Dra. Raquel Bicudo (CRN3 16149)  e Dra. Glauce Yonamine (CRN3 13781)